Arroyo, Miguel. (2001). Oficio de Mestre. Imagens e auto-imagens. Petrópolis, RJ, Brasil: Editora Vozes.

250 pp.
R$ 19,00     ISBN 85 326 2407-3

Resenhado por Nilton Bueno Fischer

Junho 7, 2002

Livro de um educador, com 250 páginas de depoimento reflexivo de um professor, um mestre. A resenha deste instigante livro poderia ser reduzida a esse enunciado simples, direto e também instigador porque estaria carregado de hipóteses, perguntas, dúvidas sobre 'quem é esse mestre que escreve sobre a condição de ser mestre' nestes tempos? De que lugar ele propõe suas reflexões? Quais seriam suas filiações teóricas, ideológicas, filosóficas? Pois bem, vamos tentar elucidar parte dessas perguntas a partir de uma apreciação que fazemos da leitura de seu mais recente livro e por termos o privilégio de partilharmos com Miguel parte de algumas de suas experiências no campo da educação, muito especialmente nos vínculos com educadores que apostam na 'escola possível' como equipamento público para e com as classes populares.

Miguel, acolhido no Brasil, vindo de suas terras de além mar, de sua querida Espanha, nos brinda com um denso, provocativo e dialógico livro no qual podemos encontrar um pensamento fundado em uma larga experiência de vida no campo da educação, em diferentes, criativas e fortes inserções.

De educador, de um pai, de um avô, de um secretário adjunto de educação em Belo Horizonte, de um pesquisador do PPGEDU da UFMG, de um doutorado em Stanford, de um vice-presidente da Anped [Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação], de um palestrante itinerante junto aos sindicatos de professores, de assessor de movimentos sociais, de membro de bancas de inúmeras dissertações e teses, de um privilegiado lugar de um filho cuja mãe ele constantemente menciona e homenageia na abertura deste livro, enfim de todo esse vasto percurso que inclui a experiência pessoal, privada e da figura pública, da polêmica, se produz uma espécie de biografia filtrada pela própria forma de escrever, de um jeito todo especial, de um sujeito especial que se autoriza a ir escrevendo como se estivesse falando, em se apoiar nas referências de pensadores, de colegas, de outros educadores, mas, ao seu jeito, processar seu movimento reflexivo como se fosse um 'misturador' de idéias, práticas, inserções e provocações.

O texto se impregna dessa linguagem do jeito de ser do autor, tanto na forma quase coloquial e de matriz na estrutura da linguagem oral, quanto na característica forte de um 'pensador independente'. Assim, um dos indicadores dessa forma autônoma pode-se detectar em fundamentar seu pensar em poucas, vinte e uma, e pequenas, notas de rodapé, além de um conjunto mínimo de citações e ainda sem constar a tradicional bibliografia ao final de qualquer produção científica clássica. Miguel tem esses apoios sim, porque encontramos Paulo Freire muito presente em seus escritos, mas não usa isso como se fosse uma listagem de credenciamento para que seu pensamento se instituísse legitimo. Ao mesmo tempo o autor vai trazendo depoimentos de educadores, homens e mulheres, de qualquer nível de ensino, atuando dentro e fora da escola, como se fosse um diálogo tripartite e constante entre ele, autor, os autores tornados equivalentes, tanto nos referenciais de outras obras como nos referenciais da vida prática e profissional. Esse jeito de registrar dados, numa forma diferenciada de fazer pesquisa, revela um autor de uma rara sensibilidade. Portanto, a forma da argumentação está expressando o depoimento de todo caminho percorrido pelo Miguel, escutador de outros. Este livro se constrói como sendo um livro testemunho, um livro autobiográfico, um livro de Mestre!

Ao longo dos 20 capítulos o leitor irá encontrar uma seqüência de passagens que vão esclarecendo desde as razões da escolha do título e, em especial também o subtítulo, onde imagens e auto-imagens se tornam mescladas pelo sabor da vida, da arguta forma de conectar o vivido com o percebido e ressignificado pelo concebido, isto é, os avanços do seu pensamento vão sendo desenvolvidos a partir dessa síntese em movimento do pensamento irrequieto, inconformista e sempre provocador de Miguel.

No subtítulo do livro o emprego das expressões 'imagem e auto-imagens' revela uma rara forma de alguém escrever um texto no qual o autor é, além da origem, o destinatário do próprio argumento. Temos chances de encontrar as imagens e auto-imagens nossas, do autor e de um sem número de tantos outros professores-educadores que experienciaram a aventura de serem esses 'pedagogos' durante a metade do último século e especialmente no Brasil. Não se trata de um ato reflexivo ensimesmado, para dentro das entranhas de nosso país, mas sim uma construção argumentativa que parte de um intenso diálogo com a educação brasileira para compreende-la como parte de uma totalidade também planetária. O projeto de esperança, de fermentação democrática, de processos interativos entre escola e sociedade, movimentos sociais e com perspectivas emancipatórias transforma-se numa construção universal, em sintonias com outras culturas, povos e continentes. Assim a relação da parte com totalidade, do local com o universal, dos territórios micro com relações históricas e estruturais pode se encontrar nas diferentes passagens do livro de Miguel.

Imagens que construímos dos professores e de nós mesmos. Imagens que são construídas pela sociedade, pelas representações sociais que vão se instituindo, se congelando em formas duras da rotina e que encontram, tanto em políticas públicas como em pesquisas acadêmicas, justificativas para serem qualificados em função de suas habilidades, competências, inserções e engajamentos. Miguel se coloca ao lado dos educadores do cotidiano, em suas trajetórias rotineiras, como diz 'apegados a rotinas, a práticas miúdas' e afirma que o impasse entre as imagens criadas, de forma idealizada, de quem é ou deveria ser esse professor—educador, se produz o contraste entre o vivido e o concebido pelos professores. Nessa maneira 'espelhada' de entender os outros por meio de nosso entendimento, também nos remete do plano da vida para o plano do idealizado, com enraizamentos que se produzem a partir de qualquer um dos lados, do sujeito (objeto) e de sua representação no espelho, prenhe de possibilidades, pois, incorpora o contraditório, os limites, os impasses e os desafios do 'ser educador'. O movimento dialético de síntese superadora não se forma por mecanismos puros, depuradores da fase anterior, para se instituir como processo interativo, parcial, relacional.

Entre alguns exemplos dessa forma de construir seu pensamento o autor tem a ousadia em demarcar que a escolha do termo mestre se funda na base do ato educativo, nas aprendizagens que todos temos pelas nossas interações geracionais, de gênero, raciais e também por nossas formas de compreender o mundo a partir de um constante movimento de estupefação frente ao ato humano da solidariedade, dos ensinamentos de nossos pais, de um mundo adulto que nos 'apresenta' o que vem pela frente, sem resíduos de mandonismo, manipulações e prenhe de desafios e, ao mesmo tempo, o ato também humano da injustiça, da violência, da exclusão, do maniqueísmo nas relações entre os homens e mulheres.

Na forma balanceada que Miguel encontra seus argumentos, entre os atos de positividade e de negatividade, retirados dos depoimentos de professores e professoras que ele vai alinhavando ao longo dos diversos capítulos, vale entender que esse tipo de construção se forma a partir de um estilo e de uma sensibilidade pessoal desobstruidora de garantias, de certezas, de comodismos no seu jeito de expressar o que entende por ser 'mestre'. Assim, na página 153, por exemplo, aquilo que tanto se produziu na cultura das pesquisas, nas denuncias sindicais, nos discursos político partidários, a respeito da aplicação das teorias da reprodução, da perspectiva estruturalista, do conformismo de uma linguagem espelhada da sociedade sobre a escola e sobre a educação, pois bem, essa forma unidirecional se encontra desafiada pelo simples argumento em contrapor, por exemplo, o que seria entendido como tédio, rotina, repetição, mesmice, etc., para conectar um outro olhar, o da 'continuidade' como elemento importante na construção da identidade cultural do professor em seu local de trabalho.

Como, entretanto, pensar na formação do professor com direito aos seus tempos e espaços de criação? Miguel, em suas argutas observações por escolas, centros de formação, eventos e outros locais registra o que ele denomina de 'modelo gradeado' onde os tempos de ensino ficam reduzidos ao formato disciplinar e os espaços ficam restritos à sala de aula. Mais do que a denuncia em si dessas condições da materialidade entorno da formação do educador, encontramos neste livro a reflexão desassossegadora de um autor que investe também contra o reducionismo do campo crítico ou mesmo das abordagens progressistas que pretendem fazer dos conteúdos e da didática uma espécie de fetiche que anuncia um projeto educativo transformador e esquece as instâncias do convívio, da socialização dos 'modos de ser' que instituem o aprendizado do ofício de mestre!

Continuando em seus desdobramentos, sobre imagens e auto-imagens, o autor se apropria de uma das mais clássicas caracterizações que são feitas a respeito do professor de nossas escolas públicas: um ser que precisa de normas, aquele que não consegue lidar com inovações, aquele que precisa de orientação para ser mantidos os papéis dos profissionais, supervisores, administradores. A perspectiva da escola a partir da sua cultura institucional, sua divisão de papéis, suas funções, hierarquias e outras formas de 'controle' das atividades dos seus profissionais recebe, neste livro, uma contribuição diferenciada na medida em que as críticas sobre tais estruturações e engessamentos da vida nos tempos da escola são analisados em nome do grande argumento que acompanha o pensamento de Miguel: os ciclos da vida, tanto para alunos como para professores e estes, unidos, em nome de um projeto de liberdade, autonomia e menos tutoramento. “Liberdade para inovar ainda que tardia”, encontramos na página 225.

Liberdade que Miguel associa com a superação da 'formação' dos alunos a partir do impasse entre educar para 'conhecer' ou educar para o mercado, para a empregabilidade. Nesse sentido a imagem do professor como aquele que seria responsável pelas habilidades básicas, ditas como suficientes, para a mobilidade no mercado ou mesmo naquela ascensional, para outros níveis de ensino, diz Miguel que essa perspectiva pode ser trocada por outras habilidades básicas a serem desenvolvidas, como diz: p. 183: “Que competências, valores e significados, que usos da mente, do sentimento, da memória, da emoção... são 'básicos' ou fazem parte da formação básica em cada momento histórico?” [Esta é a questão que poderia nortear a procura do sentido de nosso saber-fazer, quando o vinculamos com a preparação para a vida].

Ao longo dos argumentos desenrolados no seu livro o autor apresenta mais e mais elementos associados ao seu ideário radicalmente 'humanista' da educação. Ao leitor, especialmente aquele educador que atua com populações indígenas, com deficientes mentais, com surdos, com escolas em assentamentos e toda a variedade de situações, encontra-se no livro de Miguel um estímulo para que continuem se insubordinando ao que ele considera a padronização de conteúdos, das 'ossaturas' das escolas e seus currículos. Não escondendo sua posição libertária o autor inclui propostas emancipatórias que se instituem pela transgressão ao formal, estático, prescritivo e outras formas que privilegiam aspectos 'legalistas' do ato educativo. Apóia-se também na sua atitude de valorizar um processo inovador e desruptivo da própria formação dos educadores a partir da superação aos modelos baseados em 'certezas' instituídas no estatuto científico nas diversas áreas do conhecimento. O uso da expressão 'oficio' muito se baseia nessa perspectiva, do ir aprendendo, fazendo, revendo, criando como em outros ofícios nos quais essa arte de aprender com os tempos, entre as gerações e entre etapas reflexivas frente à prática. Nada mais adequado que o uso que faz da imagem da 'caixa de ferramentas' tão usada e encontrada nos recursos em nossos micros. Caixa de Ferramentas como sendo um 'ato reflexivo' no qual o educador está em constante interação para ir compondo o seu objeto de arte, da arte de educar, do ofício de ser mestre!

Sem querer passar uma proposta de deveres, de sugestões do que pode ser e que passe uma conotação que associe o ato educativo em 'ensinar e aprender' pelos seus aspectos somente visíveis e formais da aprendizagem o autor propõe que até as transgressões estejam conectadas com as festas, os namoros, os espaços de lazer, prazer e de muita amorosidade entre alunos, professores, entre o mundo adulto e o da infância e da adolescência. Tem passagens muito claras sobre essa proposta de associar o ato educativo como elemento instituinte do 'jeito de ser' das pessoas em situações de trocas, em aprendizagens pelo diálogo, pela mutualidade de e em projetos emancipatórios. Isso tudo não deixa de lado a crítica ao burocratismo do estado, aos interesses do capital, às manipulações feitas pelo capital especulativo internacional. A transgressão pela festa, pelo lúdico tem o mesmo estatuto, para o autor, de outras que conectam os sujeitos, alunos e professores, com as situações determinadas por estruturas injustas, nacionais e internacionais.

Os profissionais da educação, no Brasil em especial, tiveram nos últimos trinta anos, situações de impasses muito fortes quando seus sindicatos da categoria procuravam estabelecer negociações com os responsáveis pelos governos em todas esferas de poder, municipal, estadual e federal. Miguel também inclui esses momentos como sendo de 'formação' do oficio de ser mestre porque neles, além das demandas materiais por melhores condições salariais e de melhoria das escolas em suas precárias materialidades também permitiam que se fossem criados indicadores diferentes das competências desses profissionais. A característica 'pendular' de argumentar do autor faz com que os seus argumentos permitem um trânsito entre aquilo que seria o esperado, como as greves, por exemplo, sendo vistas como luta, disputa, conquistas, ilusões, etc., também são momentos de interações entre os colegas, entre estes e seus alunos e com a comunidade escolar também. Nessas interações também se produzem momentos de alegria, de sentimentos fortes, de rir, etc.

Analisando estes momentos em diferentes conjunturas o autor vai demonstrando que os 'saberes' presentes nessas situações também fizeram parte de outras categorias, em diferentes tempos - espaços e também forjadores de identidade de classe, de interesses e sem deixar de também influenciarem na construção de um mundo em processo civilizatório. Interessante que Miguel procura associar esses avanços como contribuições do 'oficio de mestre' para além de somente aqueles indicadores de agencias de financiamento internacionais, de políticas governamentais e outros que procuram demonstrar a 'qualidade' do profissional da educação somente pelas repercussões nos índices de aprovação ou pelo emprego de inovações tecnológicas em sua atividade laborativa.

No último capitulo do livro, Arroyo dedica para Paulo Freire, chamando-o de 'mestre de nosso ofício'. Destacamos aquilo que Miguel tem nos oferecido ao longo de seus anos que é seu questionamento da centralidade da escola como espaço de produção do conhecimento. O que Freire contribui nesse argumento Miguel lembra que o 'mestre' não produzia propaganda enganosa de um discurso salvífico através da escola e do professor. Para tanto poderemos encontrar neste livro o enfoque nos aprendizados que nós temos, como educadores, a partir de nossas interações com alunos, crianças, jovens, adolescentes e adultos a partir de suas próprias condições de existência. [Além de mostrar o limite da ação da escola em alterar as condições sociais, Miguel retira a perspectiva elitista de fazer da escola o caminho garantidor da melhoria da qualidade de vida, pelo emprego, pela mobilidade social.].

Não deixa de ser interessante e também inovador o que consta nas últimas páginas do livro reflexivo do Miguel quando relaciona o mestre Paulo Freire com os educadores de hoje, dentro ou fora do espaço escolar. Enquanto para Freire os oprimidos teriam sido os inspiradores de sua pedagogia, seus 'educadores' para os educadores de hoje essa perspectiva se conecta com aqueles que tiveram suas infâncias e adolescências negadas, embrutecidas, negadas. Enfatizo esta relação considerando ser esta uma contribuição profundamente enraizada no vivido nos espaços educativos, nas interações intergeracionais, nos projetos de vida que se 'trocam' entre os mundos dos educadores e dos educandos sem perder, contudo, aquela vitalidade da proposta 'emancipatória' característica do pensamento de Freire e sem precisar que se inventem cenários nos quais as desigualdades somente devam mostrar-se pelo lado macro, estrutural e enrijecido pela lógica da perspectiva economicista. Arroyo lança o repto de estarmos todos, educadores de qualquer nível de ensino, conectados com a perspectiva do 'desenvolvimento da espécie humana', cabendo aos educadores o ofício de energizarem pela ousadia, indignação e com ganas pela vida de qualidade para todos.

Concluo esta resenha com as palavras firmes, problematizadoras e fortemente conectadas com os desafios que Miguel tratou nos diversos capítulos de seu livro. Ele se reporta, na apresentação de seu próprio livro, na p. 15 ele pergunta: “Que imagens a sociedade tem de nós? De nosso ofício? Coincidem tão certinho com nossas auto-imagens ou estamos lutando por construir novas?”. Sua pergunta está feita a partir de uma situação na qual se discutia, nos meios de comunicação de massa, os dez anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Muitos profissionais estiveram dando depoimentos sobre o ECA e nenhum educador foi convidado para apresentar seu depoimento. Miguel pergunta se temos ou não algo a dizer sobre a criança e o adolescente. O interessante é que a 'imagem' de adolescente e de crianças, nossos alunos, pode se apresentar com rosto desfigurado pela pobreza, pela exclusão, pela exploração e ele faz o 'mote' argumentativo que encontramos em todo o seu livro, qual seja, ao perguntar sobre o rosto transfigurado do adolescente e da criança ele pergunta se não seria também o nosso rosto de sujeitos também de direitos? Esse estilo de argumentação, presente ao longo do livro, não está carregado de 'receituários' e sim de 'convites' para que outros educadores se autorizem a percorrerem caminhos semelhantes de trazerem mais contribuições ao projeto educativo que ele chama de “ensinar e aprender a sermos humanos”(p.53).

Mais ainda, ao amarrar, ao longo do texto, educadores com seus vínculos com os sujeitos com os quais interage, jovens, crianças e adolescentes, não estaria na hora de sairmos dessas imagens que nos aprisionam e nos aprisionamos, criando novas imagens? Eu respondo que o texto propõe e anuncia essa possibilidade e que o livro, sem ser uma instância que modela outras imagens, procedimento tão presente (infelizmente) em nosso campo através das 'modas pedagógicas', repito, o livro de Miguel propõe uma reflexão densa de vida vivida dos educadores para buscarem dessas próprias imagens 'disformes' extrairmos outras imagens, esperançosas, democráticas e profundamente enraizadas com projetos humanizadores de nosso ofício de mestres.

Miguel Arroyo

Profesor da Faculdade de Educação da UFMG. Foi secreatario de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte, coordenando a elaboração e implantação da Escola Plural. Organizador de Da Escola carente á escola possivel , é autor de Educação e Exclusão da Cidadania e de muitos otros trabalhos.

Nilton Bueno Fischer

Professor do PPG/EDU—UFRGS. Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Brasil.Pesquisador do CNPq. Doutorado em Stanford, CA, 1982 e Pós-Doutorado, 1999, Illinois, Urbana-Champaign, USA. Coordenador do GT—Movimentos Sociais e Educação da Anped (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação)

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